"Sou grata pela profissão que escolhi, pois me permite promover e resgatar a autoestima, cuidar do bem estar dos nossos pacientes, e oferecer um tratamento humanizado, sempre inovando no segmento da fisioterapia.

Drª Andréa Costa - Crefito 215921-F

SERVIÇOS

Disfunções Sexuais

É cada vez mais reconhecida a importância da saúde sexual para a longevidade das relações afetivas e como parte da saúde global e bem-estar do indivíduo. Atualmente, independente do gênero, o aspecto prazeroso do sexo tem demonstrado maior importância do que a sua finalidade reprodutiva. Nos últimos dez anos, a mulher tem recorrido aos cuidados médicos, com mais freqüência, em busca de solução para os problemas que interferem na sua qualidade de vida, em especial aqueles relacionados com sua função sexual.

Disfunção sexual refere-se qualquer disturbio às dificuldades experimentadas por um indivíduo ou um casal durante qualquer fase de uma atividade sexual em que esta seja insatisfatoria para si ou para o casal, associado a dor ou não, do ato sexual.

Quais as causas da disfunção sexual?

A disfunção sexual pode ter inúmeras causas, desde as físicas (doenças como a diabetes, doenças cardiovasculares, doenças neurológicas, hormonais, renais, hepáticas, abuso de álcool, tabaco ou drogas, uso de medicamentos como alguns anti-depressivos, anti-hipertensivos e anti-histamínicos, etc.) às psíquicas, como o stress, a ansiedade, depressão, as preocupações em relação ao desempenho sexual, problemas conjugais, etc. Durante a gravidez é normal ocorrer algum tipo de disfunção sexual, como a diminuição do desejo sexual ou a dor durante as relações sexuais. Ainda para as mulheres, a fase pré-menstrual, o pós-parto e a menopausa podem acompanhar-se de alterações na função sexual.

São exemplos de algumas disfunções sexuais femininas:

Vaginismo

Definida pela contração involuntária dos musculos do assoalho pelvico (MAP), dificultando e até mesmo impossibilitando a penetração na relação sexual, o toque no canal vaginal, a colocação de absorvente interno e o exame ginecológico, o vaginismo pode levar à espasmos musculares de tão intensa a contração, e consequentemente levar a dor. Pode ser classificado como primário: preesente desde a primeira penetração vaginal; ou secundário: com inicio a partir de determinado acontecimento (trauma, parto...), estando antes de tudo normal. Pode tambem ser situacional, ocorrendo apenas em algumas ocasiões. Algumas possiveis causas do vaginismo: Criação familiar e/ou religiosa muito rigorosa, Abuso ou traumas sexuais, Primeira relação sexual traumática, Primeira consulta ginecológica traumática, Histórico de infecções urinárias ou ginecológicas na infância, dentre outras…

Sintomas do Vaginismo

• Contração involuntária da vagina (espasmo muscular);

• Dificuldade ou impossibilidade de penetração vaginal;

• Dor na tentativa de penetração vaginal;

• Sensação que a vagina encolheu ou de parede vaginal;

• Ansiedade;

• Outros sintomas como: câimbras em glúteos e pernas, fobia/pânico, pressão baixa e até mesmo desmaio, podem acontecer.

Tratamento do Vaginismo

O tratamento recomendado é multidisciplinar! O médico irá afastar possibilidade de fatores orgânicos tais como infecções urinárias ou ginecológicas. O Psicólogo/sexólogo através da terapia cognitiva comportamental irá apoiar com relação aos fatores psicossomáticos e a Fisioterapia irá atuar na manifestação física do vaginismo. Em nenhum momento do tratamento, a paciente poderá sentir dor, pois a dor reforça o espasmo e piora os sintomas, impossibilitando dessa forma a penetração. A fisioterapia deverá ser completamente indolor! O tempo médio do tratamento de fisioterapia para essa disfunção é de 10 sessões.

São alguns dos recursos de tratamento fisioterapêutico:

• Dilatadores vaginais;

• Reabilitação perineal com Biofeedback;

• Cinesioterapia específica;

• Terapia manual;

• Termoterapia;

• Radiofrequência perineal;

• Eletroterapia para analgesia;

• Dentre outros.

Vulvodínia

É um distúrbio de dor muito complexo, caracterizada por uma dor vulvar em ardência e/ou queimação, por um período mínimo de 3 meses, onde não há nenhuma alteração da anatomia, nem presença de infecções ginecológicas como ou alterações neurológicas visíveis. A paciente costuma referir dificuldade ou impossibilidade de manter relação sexual devido aos sintomas de ardência e queimação que muitas vezes é acompanhando da contração vaginal reflexa/involuntária. Pode ser classificada em Primária: desde a primera relação sexual e Secundária: vida sexual anterior saudável. Forma como a dor se manifesta: Provocada (só sente dor ao ser tocada), Espontânea (dor surge sem toque) ou Mista (dói ao toque e também de forma espontânea).

Sintomas da Vulvodínia

• Dor na relação sexual;

• Dor em ardência;

• Queimação;

• Fisgadas;

• Pontadas;

• Alfinetadas;

• Pinçadas.

Quanto ao local da dor.

• Generalizada – Quando a mulher refere dor, ardência, queimação, fisgadas ou pontadas em toda região vulvar;

• Localizada – Quando a queixa de dor/ardência/ pontadas ocupa um ponto específico da área vulvar, sendo classificada em:

... o Clitorodinia (dor no clitóris) ou

... o Vestibulodinia (dor no vestíbulo vulvar/ entre pequenos lábios) ou

... o Hemivulvodinia (dor em um dos lados).

Possíveis causas da Vulvodínia

• Infecções ginecológicas;

• Infecções urinárias de repetição;

• Candidíase de repetição;

• Hipersensibilidade;

• Alergias;

• Fatores genéticos;

• Fatores hormonais;

• Excesso de oxalato de cálcio;

• Dentre outros…

Tratamento da Vulvodínia

O tratamento recomendado é multidisciplinar! O médico irá confirmar o diagnóstico e conduzir o tratamento com medicação de uso tópico e possivelmente de uso oral. O Psicólogo/sexólogo através da terapia cognitiva comportamental irá apoiar com relação aos fatores psicossomáticos, a Nutricionista irá restringir alimentos irritantes, assim como evitar constipação intestinal e promover melhora do Ph e flora vaginal e a Fisioterapia irá atuar no processo de dessensibilização vulvar e na melhora da coordenação dos músculos do assoalho pélvico. O tempo médio do tratamento de fisioterapia para essa disfunção é de 25 sessões.

São alguns dos recursos de tratamento fisioterapêutico:

• Dilatadores vaginais;

• Reabilitação perineal com biofeedback;

• Cinesioterapia específica;

• Terapia manual;

• Termoterapia;

• Radiofrequencia perineal;

• Eletroterapia para analgesia;

• Laserterapia;

• Orientações gerais;

• Dentre outras…

Algumas medidas devem ser tomadas, para que a paciente com vulvodínia tenha mais conforto vulvar:

• Evite piscinas públicas por causa do cloro excessivo;

• Evite lubrificantes que contenham propilenoglicol (PPG) em sua fórmula, corantes ou aromas também não são recomendados. Prefira utilizar óleo de coco como lubrificante;

• Use sabonete sem perfume e sem propilenoglicol para a região íntima;

• Evite alimentos irritativos: cafeína, pimenta, frutas cítricas e ácidas, alimentos ricos em oxalato de cálcio;

• Use calcinha branca e de algodão;

• Durante a menstruação prefira absorvente interno (coletor menstrual , melhor ainda), caso não consiga, use absorvente de cobertura suave (algodão) sem perfume, troque o absorvente externo a cada 2 horas;

• Prefira camisinha free látex;

• Após relação sexual, faça xixi e lave-se com água fria/gelada.

Anorgasmia

O orgasmo é uma sensação, apesar de breve, é almejada durante a relação sexual. O tempo para inicio do orgasmo varia entre mulheres e homens e depende de diferentes fatores, entre os quais a estimulação apropriada antes da penetração. Uando não ocorre, é denominado anorgasmia e constitui uma disfunção sexual frequente nos consultórios ginecológicos.

Possíveis causas da anorgasmia

• Psicológicas;

• Traumas;

• Tabus;

• Anatomia (má-formação congênita dos genitais);

• Drogas;

• Álcool.

Tratamento da anorgasmia

Tratamento multidisciplinar com psicólogo, ginecologista, fisioterapeuta pélvico. É importante se houver um parceiro fixo, que seja investigado se ele sofre de ejaculação precoce, fator que pode influenciar n mulher de atingir o orgasmo.

Dispareunia

É a dor genital que ocorre antes, durante ou após a relação sexual. A repetição da dor durante o ato sexual pode causar angústia marcante, ansiedade e dificuldades interpessoais, levando a paciente à antecipação de uma experiência sexual negativa e, por fim, a evitar o sexo. Este termo é utilizado para descrever a dor durante a penetração, mas pode ocorrer durante a estimulação sexual também.

Pode ser dividida em superficial (dor no intróito vaginal), profunda (dor com penetração profunda) e intermediária (dor no conduto médio da vagina). É a disfunção sexual na qual mais frequentemente encontram-se causas orgânicas, em torno de 60% e pode ser generalizada ou situacional, primária ou secundária. A dispareunia secundária ocorre, em média, após 10 anos do início da atividade sexual e a dispareunia crônica poderá levar ao vaginismo como um mecanismo de defesa do próprio corpo. Para o seu diagnóstico são necessários anamnese bem feita e exame físico minucioso.

Image

Possíveis causas da Dispareunia

• Vulvodínia;

• Endometriose;

• Falta de lubrificação vaginal;

• Atrofia vaginal;

• Síndrome da bexiga dolorosa;

• Fibromialgia;

• Dor pélvica crônica;

• Síndrome dolorosa miofascial;

• Pós parto ou período do aleitamento;

• Menopausa / Síndrome Gênito-urinária;

• Infecções ou inflamações ginecológicas;

• Candidíase;

• Pólipos;

• Fatores psicossomáticos.

Image

Sintomas da Dispareunia

• Dor ou desconforto no intróito vaginal (entrada da vagina);

• Dor ou desconforto em penetração profunda;

• Dor ou desconforto no intercurso sexual.

Image

Tratamento da Dispareunia

O tratamento recomendado é multidisciplinar! O médico irá afastar a possibilidade de fatores orgânicos, tais como infecções urinárias ou ginecológicas e se necessário conduzirá com medicação. O Psicólogo/sexólogo através da terapia cognitiva comportamental irá apoiar com relação aos fatores psicossomáticos e a fisioterapia irá atuar na manifestação física da causa da dor. O tempo médio do tratamento de fisioterapia para essa disfunção é de 10 sessões dependendo da avaliação individualizada do caso. São alguns dos recursos de tratamento fisioterapêutico:

• Cinesioterapia específica;

• Dilatadores Vaginais;

• Reabilitação Perineal com Biofeedback;

• Cinesioterapia específica;;

• Terapia manual;

• Termo terapia;

• Radiofrequência Perineal;

• Eletroterapia Para Analgesia;

• Dentre outros…

Image

+ Retornar